30 dias sem resposta: Governo do Estado não se pronuncia sobre reabertura do PGCE

No dia 1º de junho foi protocolado ofício na Casa Civil solicitando a reabertura do Pla

Já se passaram 30 dias desde que o SINTSEP protocolou ofício na Casa Civil solicitando ao governador Flávio Dino a reabertura do Plano Geral de Carreiras e Cargos (PGCE). Até o momento, o Governo do Estado não enviou nenhuma resposta. A reabertura e a implantação da segunda etapa do PGCE são, atualmente, as principais bandeiras de luta do sindicato, que segue pressionando o Executivo sobre a efetivação de uma politica salarial que valorizes os servidores públicos do Maranhão.

Desde 2015, o SINTSEP vem solicitando a reabertura do PGCE contando com a sensibilidade e compreensão do Governo do Estado, que nunca se posicionou sobre o pleito. Os servidores que não aderiram ao Plano estão – comparados com outros do mesmo cargo ou grupo ocupacional que fizeram a adesão – com o salário-base bem abaixo da tabela remuneratória do PGCE, recebendo como vencimento o valor do salário mínimo atual, ou seja, R$937,00.

Lembramos, também, que o último Relatório de Gestão Fiscal divulgado pela Secretaria de Estado do Planejamento e Orçamento (Seplan), referente ao 1º quadrimestre de 2017, confirma a viabilidade financeira tanto para a reabertura, quanto para a implantação da 2º etapa do Plano (Leia aqui).

Falta, então, vontade política do governador Flávio Dino em abrir o diálogo com as entidades de classe, para que possamos debater a efetivação de uma política salaria de valorização dos servidores públicos do Estado. Vale lembrar que, desde que foi iniciada a campanha salarial, em janeiro de 2016, o Governo do Estado não se manifestou sobre a proposta apresentada, nem apresentou uma contraproposta.


Assista ao Fala, Presidente sobre a reabertura e implantação da segunda etapa do PGCE.

Governo do Estado se cala quanto às demandas do serviço público estadual

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O Governo do Estado ignorou, mais uma vez, a solicitação do Fórum de Defesa das Carreiras do Poder Executivo e não marcou uma reunião para tratar sobre o reajuste salarial dos servidores públicos e a implantação do Plano Geral de Carreiras e Cargos (PGCE). Como não houve negociação, faremos uma grande mobilização no dia 6 de abril, com concentração a partir das 8h, na Praça Deodoro.

Lembramos que essa é uma luta conjunta e, por isso, precisamos do apoio dos nossos filiados e filiadas em nossas mobilizações, para que possamos pressionar o Governo do Estado e garantir o reajuste salarial. Contamos com a participação de todos!

Governador Flávio Dino veta reajuste aos servidores do Poder Executivo

Em mais uma de suas manobras políticas, o governador Flávio Dino vetou a extensão do reajuste salarial aos servidores do Poder Executivo. O governador sancionou no dia 8 de março, o projeto de lei de autoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que concede reajuste de 6,3% aos funcionários da carreira de especialista do órgão. A matéria foi aprovada na Assembleia Legislativa com uma emenda modificativa do deputado Fábio Braga, que estendia o reajuste a todos os servidores públicos do Maranhão, proposição tacitamente ignorada pelo Executivo.

Em sua justificativa, o deputado Fábio Braga adaptava o percentual de 10,67% – proposta inicial do TCE – para 6,3%, estendendo o reajuste a todos os servidores do Estado. A emenda também se baseava no disposto no artigo 37, inciso X, da Constituição Federal, que garante a revisão geral anual aos servidores do funcionalismo público. O que não foi atendido.

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É de se estranhar que, nos últimos dois meses, apenas grandes instituições como o TCE, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e a Assembleia Legislativa tenham conseguido o reajuste salarial junto ao Governo do Estado. Ficamos felizes pela conquista dos nossos companheiros e companheiras que trabalham nesses órgãos. Mas, ao mesmo tempo, questionamos o governador Flávio Dino: seríamos nós os barnabés do Poder Executivo? Será que não existimos?

Não nos sentimos satisfeitos em, mais uma vez, termos que buscar a Justiça para garantir um direito constitucionalmente previsto. A Assessoria Jurídica do SINTSEP já está trabalhando no caso. Temos ciência do desgaste que é entrarmos com mais uma ação, mas não perdemos a fé.

O Fórum de Defesa das Carreiras do Poder Executivo protocolou na Casa Civil, na semana passada, a proposta de implantação do Plano Geral de Carreiras e Cargos (PGCE). Demos um prazo de dez dias para que o Executivo marque uma agenda com a entidade. Em uma reunião do Fórum realizada nesta quinta-feira (16), decidimos que aguardaremos até a próxima quarta-feira (23) por uma resposta. Caso não haja negociação, faremos uma grande mobilização no mês de abril.

Além do SINTSEP, participaram da reunião representantes da SINFA, SINDSPEM, SINPOL, SINDSESMA, ASPEM, SINDISFUNAC, SINDET, SINTUEMA, ASSUEMA e ADEPOL.

Lembramos que essa é uma luta conjunta e, por isso, precisamos do apoio dos nossos filiados e filiadas nas próximas mobilizações, para que possamos pressionar o Governo do Estado e garantir o reajuste salarial. A luta continua!

 

Assembleia Legislativa aprova reajuste para todos os servidores públicos do Estado

A Assembleia Legislativa aprovou, na sessão plenária desta terça-feira (21), um projeto de lei, de autoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que concede reajuste salarial de 6,3% a todos os servidores públicos do Maranhão, com efeito retroativo a 1º de janeiro de 2017.

Inicialmente, o TCE havia proposto um reajuste de 10,67% apenas aos servidores efetivos da carreira de especialista do órgão. Contudo, a matéria sofreu alteração após aprovação de uma emenda modificativa, de autoria do deputado Fábio Braga (SD), adaptando o percentual e estendo a toda esfera do funcionalismo público do Estado.

A emenda do deputado Braga atende ao disposto no artigo 37, inciso X, da Constituição Federal, que garante a revisão geral anual, com o objetivo de resguardar a remuneração e os subsídios dos servidores públicos dos efeitos nefastos da inflação.

Vale ressaltar que essa recomposição repõe apenas a inflação do ano de 2016, que foi de 6,2%. Na proposta original do TCE, o reajuste traria a reposição da inflação do ano de 2015, que era de 10,67%.

A matéria seguiu para sanção do governador Flávio Dino. O SINTSEP espera que o Executivo tenha sensibilidade e não vete o projeto de lei, garantindo, assim, o reajuste salarial dos servidores. Estamos de olho!

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Boletim de Indicadores Fiscais confirma viabilidade do reajuste salarial

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O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) elaborou um boletim de indicadores fiscais que confirma a viabilidade da concessão de reajuste salarial aos servidores públicos estaduais. O relatório foi encomendado pelo Fórum de Defesa das Carreiras do Poder Executivo e teve como base o Relatório de Gestão Fiscal (RGF) do Estado do Maranhão, referente ao segundo quadrimestre de 2016, divulgado recentemente pelo Tesouro Nacional.

Dentre os principais resultados destaca-se a queda do percentual de gasto com pessoal, em relação à Receita Corrente Líquida (RCL) e ao quadrimestre anterior, de 1,8%. Essa diminuição no comprometimento da RCL dá a possibilidade de um aumento no gasto com pessoal de R$ 314,7 milhões – que representa 6,31% do gasto atual, considerando como o teto o limite prudencial (46,55%). Em relação ao limite máximo (49,00%), essa despesa está distante R$ 593,9 milhões.

Ou seja, o Maranhão não possui restrição fiscal para concessão de aumento de despesa de pessoal. No 2º quadrimestre deste ano, a despesa de pessoal foi de R$ 4,9 milhões, enquanto a RCL atingiu R$ 11,4 bilhões, um comprometimento de 43,8%. A despesa de pessoal poderia atingir até R$ 5,3 milhões sem ferir o limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Outro ponto que chama a atenção é o aumento de gastos das despesas com terceirização. O boletim aponta que houve um crescimento de 15,3% no 2º quadrimestre, passando de R$ 117 milhões para R$ 135 milhões. Esse é outro indicador que corrobora com a crítica feita constantemente pelo Fórum de Defesa das Carreiras, que sempre afirmou que o inchaço da folha das repartições se dá, sobretudo, pelo número excessivo de cargos comissionados, contratados e terceirizados, que se fossem reduzidos gerariam uma economia ainda maior para o Estado.

Por isso, o Fórum de Defesa das Carreiras segue na luta para garantir o reajuste salarial dos servidores, haja vista que estamos constantemente provando com documentos e informações técnicas que a revisão salarial é possível, sim!